O pesquisador de Harvard diz que as pessoas mais emocionalmente inteligentes têm essas 12 características. Quais você tem?

The Office”: Steve Carell é Michael Scott (Foto: Chris Haston/NBCU Photo Bank)

O que torna alguém excelente no trabalho? Ter conhecimento, inteligência e visão, com certeza. Mas o que realmente distingue os líderes mais bem-sucedidos do mundo é a inteligência emocional – ou a capacidade de identificar e monitorar emoções (próprias e dos outros).

As empresas hoje estão cada vez mais olhando através das lentes da inteligência emocional ao contratar, promover e desenvolver seus funcionários. Anos de estudos mostram que quanto mais inteligência emocional alguém possui, melhor seu desempenho.

O que a maioria das pessoas não consegue perceber, porém, é que o domínio da inteligência emocional não é algo natural. Tom, por exemplo, se considera uma pessoa emocionalmente inteligente. Ele é um gerente querido que é gentil, respeitoso, bom estar perto e sensível às necessidades dos outros.

E, no entanto, ele sempre se pergunta, tenho todas as qualidades de inteligência emocional, então por que ainda me sinto preso em minha carreira?

Esta é uma armadilha comum: Tom está definindo a inteligência emocional de maneira muito restrita. Ao se concentrar em sua sociabilidade e simpatia, ele perde de vista todos os outros traços essenciais de inteligência emocional que pode estar faltando – aqueles que podem torná-lo um líder mais forte e mais eficaz.

Depois de passar 25 anos escrevendo livros e promovendo pesquisas sobre este tópico, descobri que a inteligência emocional é composta por quatro domínios. E aninhados nesses domínios estão 12 competências essenciais.

Não desvie do seu desenvolvimento presumindo que a inteligência emocional tem tudo a ver com ser doce e alegre. Ao revisar as competências abaixo e fazer uma avaliação honesta de seus pontos fortes e fracos, você pode identificar melhor onde há espaço para crescer.

  1. Autoconsciência
    Autoconsciência é a capacidade de entrar em sintonia com suas próprias emoções. Ele permite que você saiba o que está sentindo e por quê, bem como como esses sentimentos ajudam ou prejudicam o que você está tentando fazer.

Você tem a competência central de autoconsciência?

Autoconsciência emocional: você entende suas próprias forças e limitações; você opera com competência e sabe quando confiar em outra pessoa da equipe. Você também tem clareza sobre seus valores e senso de propósito, o que permite que você seja mais decisivo ao definir um curso de ação.

Desenvolvendo as habilidades: Cada momento é uma oportunidade para praticar a autoconsciência. Uma das maiores chaves é reconhecer seus pontos fracos. Se você está lutando com algo no trabalho, por exemplo, seja honesto sobre as habilidades que você precisa desenvolver para ter sucesso.

Esteja ciente das situações e eventos em sua vida também. Em tempos de frustração, identifique a raiz e a causa de sua frustração. Pense em todos os sinais que acompanham como você se sente naquele momento.

  1. Autogestão
    Autogerenciamento é a capacidade de manter emoções e impulsos perturbadores sob controle. Esta é uma habilidade poderosa para os líderes, especialmente durante uma crise – porque as pessoas irão procurá-los em busca de garantias e, se o líder estiver calmo, eles também poderão.

Que competências essenciais de autogestão você possui?

Autocontrole emocional: você fica calmo sob pressão e se recupera rapidamente dos transtornos. Você sabe como equilibrar seus sentimentos pelo bem de si mesmo e dos outros, ou pelo bem de uma determinada tarefa, missão ou visão.

Adaptabilidade: Isso se mostra como agilidade diante da mudança e da incerteza. Você é capaz de encontrar novas maneiras de lidar com desafios que se transformam rapidamente e pode equilibrar várias demandas ao mesmo tempo.

Orientação para a realização: você se esforça para atender ou exceder um padrão de excelência. Você realmente aprecia o feedback sobre seu desempenho e está constantemente buscando maneiras de fazer as coisas melhor.

Perspectiva positiva: você vê o lado bom nas pessoas, situações e eventos. Esta é uma competência incrivelmente valiosa, pois pode construir resiliência e preparar o terreno para inovação e oportunidade.

Desenvolvendo as habilidades:

Durante os momentos de angústia, não se preocupe ou entre em pânico. Respire fundo e verifique suas emoções. Em vez de explodir com as pessoas, deixe-as saber o que está errado e ofereça algumas soluções.

Aceite que sempre haverá mudanças repentinas e desafios na vida. Tente entender o contexto de uma determinada situação e ajuste sua estratégia ou prioridades com base no que é mais importante no momento.

  1. Consciência social
    A consciência social indica precisão na leitura e interpretação das emoções de outras pessoas, muitas vezes por meio de pistas não verbais. Os líderes socialmente conscientes são capazes de se relacionar com muitos tipos diferentes de pessoas, ouvir com atenção e se comunicar com eficácia.

Que competências essenciais de consciência social você possui?

Empatia: Você presta total atenção à outra pessoa e dedica um tempo para entender o que ela está dizendo e como está se sentindo. Você sempre tenta se colocar no lugar das outras pessoas de uma forma significativa.

Consciência organizacional: você pode ler facilmente as correntes emocionais e a dinâmica dentro de um grupo ou organização. Às vezes, você pode até prever como alguém de sua equipe ou os líderes de uma empresa com a qual você faz negócios podem reagir a certas situações, permitindo que você as aborde estrategicamente.

Desenvolvendo as habilidades:

Em primeiro lugar, a consciência social requer boas habilidades de escuta. Não fale sobre outra pessoa nem tente roubar a agenda. Faça perguntas e convide outras pessoas a fazerem o mesmo.

Desafiar seus preconceitos e descobrir semelhanças também é fundamental. Pratique se colocar no lugar de outras pessoas. Quando fazemos isso, muitas vezes somos mais sensíveis ao que essa pessoa está experimentando e temos menos probabilidade de provocá-la, julgá-la ou intimidá-la.

  1. Gestão de relacionamento
    A gestão de relacionamento é um conjunto de habilidades interpessoais que permite agir de forma a motivar, inspirar e harmonizar com os outros, mantendo também relacionamentos importantes.

Quais competências essenciais de gerenciamento de relacionamento você possui?

Influência: você é um líder natural que pode obter o apoio de outras pessoas com relativa facilidade, criando um grupo engajado, mobilizado e pronto para executar as tarefas em mãos.

Coach e mentor: você promove o aprendizado de longo prazo, dando feedback e apoio. Você expõe seus pontos de vista de maneira persuasiva e clara, de modo que as pessoas estejam motivadas e também com clareza quanto às expectativas.

Gerenciamento de conflitos: você se sente à vontade para lidar com divergências entre vários lados e pode trazer disputas latentes à tona e encontrar soluções em que todos ganham.

Trabalho em equipe: Você interage bem como membro do grupo e pode trabalhar com outras pessoas. Você participa ativamente, compartilha responsabilidades e recompensas e contribui para a capacidade de sua equipe como um todo.

Liderança inspiradora: você inspira e orienta outras pessoas em direção à visão geral. Você sempre faz o trabalho e destaca as melhores qualidades de sua equipe ao longo do caminho.

Desenvolvendo as habilidades:

Se você é uma pessoa constantemente negativa, terá muita dificuldade em gerenciar relacionamentos de longo prazo. Em vez de se concentrar no “pior que pode acontecer”, tente se ver como um agente de mudança positiva.

Não tenha medo de ir contra as normas convencionais ou assumir riscos. Em última análise, esse tipo de pessoa faz com que as pessoas com quem trabalham se sintam inspiradas, motivadas e conectadas.

Daniel Goleman é psicólogo e autor de best-sellers de “Inteligência Emocional” e “Inteligência Social”. Seu livro mais recente é “What Makes a Leader: Emotional Intelligence Matters”. Daniel recebeu seu PhD em psicologia e desenvolvimento da personalidade pela Universidade de Harvard. Seu trabalho apareceu no The New York Times e na Harvard Business Review. Siga-o no Twitter @DanielGolemanEI.